Loading... (0%)

SHH recebe aula sobre Púrpura Trombocitopênica Imune

23 September 2015

O SHH recebeu no dia 17/9 a hematologista Ana Clara Kneese Nascimento, que integra o corpo clínico do Serviço de Hematologia da Santa Casa de São Paulo e do Centro de Hematologia de São Paulo. A médica ministrou uma aula sobre PTI (Púrpura Trombocitopênica Imune) para onco-hematologistas e profissionais da área da saúde.

A PTI (Púrpura Trombocitopênica Imune) é uma doença do sangue causada pela contagem baixa de plaquetas, que são as células responsáveis pela nossa coagulação – por isso, a doença é caracterizada por sangramentos espontâneos e hematomas. Essa queda no número de plaquetas se dá por uma deficiência na produção dessas células e, principalmente, por uma falha no sistema imunológico do próprio corpo, que passa a reconhecer as plaquetas como corpos estranhos e começa a atacá-las. Sendo assim, a PTI é classificada como uma doença autoimune.

De forma geral, a PTI pode ser aguda ou crônica. A aguda é mais comum em crianças, proveniente de algum estímulo imunológico que desencadeia essa reação errada do organismo (como infecções virais e até mesmo vacinas) – muitos dos pequenos pacientes acabam tendo uma remissão espontânea, ou seja, o próprio organismo reverte o quadro e recupera o número normal de plaquetas. Dados apontam que 90% das crianças entre 3 e 7 anos de idade com PTI atingem a remissão completa independentemente do tratamento. Já a crônica afeta mais adultos, tem longa duração e pede tratamento específico. Há diversos casos de remissões e outros de recidivas, mas de forma geral, é possível controlar a doença.

Se você for diagnosticado com PTI, saiba que ela não é um tipo de câncer e tenha em mente que o tratamento não se limita a reconquistar uma contagem de plaquetas normal: se você não atingir a contagem considerada normal, mas chegar a um nível que não apresente riscos de sangramentos, pode se sentir seguro! A única restrição são os grandes esforços do dia a dia e cuidados com traumas em fases de contagens de plaquetas muito baixas.

Para entender melhor

Diariamente, nosso corpo reage aos ataques de bactérias, vírus e outros corpos estranhos, nos protegendo. O responsável por esse sistema de defesa é o nosso sistema imunológico, composto por células que têm funções de reconhecer e atacar esses invasores. A doença autoimune se dá quando o sistema imunológico perde a capacidade de distinguir entre as células do próprio corpo e os invasores, e acaba combatendo os componentes normais do corpo.

Sintomas

Pacientes com PTI costumam apresentar sinais indicativos de que algo não está dentro da ordem com as plaquetas. Mas atenção: contagem baixa de plaquetas não significa PTI! Outros fatores, como infecções e medicamentos podem causar essas alterações. Por isso, sempre procure um médico.

Os principais sinais da PTI são:
– Pequenas manchas avermelhadas na pele, as chamadas petéquias
– Hematomas que não tenham sido causados por traumas (manchas escuras resultantes de hemorragias sob a pele)
– Sangramentos espontâneos – uma menstruação intensa em mulheres, hemorragias nasais frequentes, em bolhas de sangue dentro da boca e sangramentos de gengiva, na urina e nas fezes.

Se você apresenta esses sinais, consulte um médico e relate a ele a frequência e a intensidade dos sangramentos e mostre as manchas pelo corpo. É importante saber e contar ao especialista se você já apresentou um histórico de plaquetas baixas anteriormente; apontar uma lista dos medicamentos dos quais faz uso e dos que passou a tomar recentemente; avisar se tomou vacina, injeções, vitaminas antes da queda de plaquetas; se foi mordido ou arranhado por animais; se viajou recentemente a outros países; se há histórico de doenças autoimunes na família; se tem resfriados e infecções com frequência e já foi diagnosticado com alguma outra doença.
Fonte: Abrale