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Dra. Leila fala ao Bom dia Vanguarda sobre diagnóstico precoce do Linfoma

15 September 2020

15 de setembro é o dia dedicado à conscientização do linfoma, um tipo de câncer do sistema linfático que irá acometer cerca de 15 mil brasileiros este ano. Para esclarecer a população sobre a doença e explicar os principais sinais e sintomas deste tipo de câncer, a diretora médica do SHH – Serviço de Hematologia. Dra. Leila Pessoa de Melo, deu entrevista, no dia 15/9, ao Bom dia Vanguarda.

Assista à entrevista no Bom dia Vanguarda

https://globoplay.globo.com/v/8856682/programa/

 

O aumento progressivo (na ausência de infecção) dos gânglios linfáticos, conhecidos como ínguas, no pescoço, axilas e virilha, perda de peso, febre, sudorese noturna, fraqueza progressiva, aumento do volume do abdome, tosse e dificuldade para respirar podem ser sintomas relacionados ao linfoma.

“É importante que as pessoas fiquem atentas aos sinais e procurem um hematologista. O diagnóstico precoce pode ser decisivo para o paciente. Quando mais cedo o Linfoma é diagnosticado, maiores são as chances de cura que podem chegar a 90%”, explica a Dra. Leila.

O que é Linfoma?

Segundo a Dra. Leila, o linfoma ocorre quando acontece uma transformação maligna das células que compõem o sistema linfático, responsável pela defesa do nosso organismo contra bactérias, vírus e fungos. “Essas células crescem de forma descontrolada causando aumento (massas ou tumorações) de órgãos que compõem o sistema linfático”, diz.

A doença é dividida em dois grandes grupos: Linfoma não-Hodgkin e Linfoma de Hodgkin. O Linfoma não-Hodgkin, que é mais frequente, tem mais de 40 subtipos e é subdividido em linfomas agressivos (de crescimento rápido) e linfomas indolentes (de crescimento lento).

Já o Linfoma de Hodgkin ocorre geralmente em pessoas com idades entre 20 e 30 anos e após os 50 anos. Os sintomas dos vários tipos de linfoma são semelhantes e o diagnóstico é feito através de biópsia (retirada de um fragmento de tecido acometido). Outros exames como tomografia computadorizada e Pet-CT são realizados para avaliar a extensão da doença.

Tratamento

A confirmação do diagnóstico do Linfoma é feita pelo hematologista após a realização de exames anatomopatológicos e imuno-histoquímicos. O estadiamento é realizado por meio de exames de imagem como tomografia e PET Scan.

O tratamento da doença geralmente ocorre com o auxílio de quimioterapia, sendo em alguns casos associada à radioterapia.

A chance de cura e controle do Linfoma avançou consideravelmente nos últimos anos com a utilização de anticorpos monoclonais associados à quimioterapia. O desenvolvimento e a utilização de drogas-alvo têm aumentado o controle e expectativa de vida desses pacientes.

 

Assessoria de Imprensa | Vanessa Fernandes

 

 

 

 

 

 

 

 

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