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Diagnóstico precoce ajuda no controle dos sintomas da Anemia Falciforme

18 June 2019

A anemia falciforme é a doença hereditária mais comum no Brasil, sendo prevalente em afrodescendentes. Porém, em países com alta miscigenação, como ocorre no Brasil, qualquer pessoa pode ter a doença ou possuir o traço falciforme.

Para dar visibilidade e reduzir as taxas de mortalidade e morbidade da doença, a Assembleia Geral das Nações Unidas estabeleceu o dia 19 de junho como o “Dia Mundial de Conscientização sobre a Anemia Falciforme”. 

A doença nasce de alterações de dois genes responsáveis pela produção da hemoglobina. Juntos, ao invés de produzir a hemoglobina “A” normal, produzem a hemoglobina “S” (HbS). A hemoglobina é uma proteína que está dentro da célula chamada glóbulo vermelho. A HbS, em situações de diminuição de oxigênio no corpo, fica rígida e faz com que o glóbulo vermelho adquira a forma de foice e inicie o processo que resulta em toda a sintomatologia da doença.

Dentre as principais complicações, destacam-se, crise de dor muscular nos braços, pernas e articulações, no tórax, abdômen e costas; icterícia; infecções, como pneumonia; anemia crônica; síndrome “mão-pé”, inchaço e dor nos ossos das mãos e dos pés; acúmulo de sangue no baço.

Segundo a Dra. Leila Pessoa de Melo, diretora médica do SHH – Serviço de Hematologia, “o diagnóstico da doença por meio da triagem neonatal (teste do pezinho) e o acompanhamento por uma equipe multidisciplinar permitem a adoção de medidas preventivas e o tratamento adequado das crises”.

Importante ressaltar que indivíduos com traço falciforme não desenvolvem a doença, mas quando duas pessoas com o traço decidem se unir, podem gerar filhos com a doença. Por isso, antes de um casal decidir ter filhos, é importante fazer o exame Eletroforese de Hemoglobina.